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José Ribeiro Lopes
O castigo: Aplicado a minha filha pela escola basica e secundaria de Ourém, por ter sido agredida duas vezes, uma de forma selvagem por palavrões e outra fisicamente de uma forma selvatica e cobarde.  Justiça e equidade procura-se.

Castigo: acompanhamento de uma criança e a obrigatoriedade de almoçar com a mesma durante quatro dias e um processo por escrito que não tenho conhecimento.

A questão não esta no acompanhamento e na obrigatoriedade de almoçar com a criança, esta na forma e na situação em que é exigida, como forma de castigo por ter sido agredida duas vezes, afinal em Portugal os agressores são vitimas e os agredidos são agressores.

  
Minha resposta a escola em carta registada com aviso de recepção sobre o andamento desta situação.


A Carta
De:
José Ribeiro Lopes / Catarina Filipa Pereira Ribeiro Lopes
Quinta Vale, Lote N°31-2°Esq
2490-546 Ourém

                                                         Ourém, 22 de Outubro de 2009

                                                        À
                                                        Escola Basica e Secundaria de Ourém
                                                        Conselho Executivo
                                                        Parque Municipal de Ourém
                                                        2490 Ourém


Assunto: Novo castigo imputado a minha filha, depois de ter sido chamada atenção e repreendida verbalmente.


Bom dia,


Como Pai venho por este meio mostrar o meu desacordo em relação a mais este castigo sobre a minha filha imputado pelos senhores, pelos motivos seguintes.
  
Não compreendo como podem os senhores castigar uma criança que depois de insistentemente agredida psicologicamente com palavrões do género como os senhores bem sabem, e passo a citar: tu és uma puta, és uma prostituta, quanto levas a hora, a minha filha depois de tanta falta de educação respondeu ao agressor cobarde como é do vosso conhecimento, cito: so se for a tua mãe, não ligando mais ao agressor, virando-lhe as costas para se afastar do mesmo, cobardemente atacou-a por tràs, como também sabem.

Primeiro é criança para ofender de uma forma ordinaria, depois ja é homem ofendido no vosso entender para não suportar uma simples resposta de repudio às afirmações deste pequeno meliante em idade, mas grande ja na sua personalidade destorcida do correcto.


Pelo que vejo para os senhores o pequeno meliante é a vitima e a minha filha por uma simples resposta de repudio é a agressora.

O que se passou depois com a atitude da minha mulher não pode de modo algum interferir, com o que se passou com a minha filha e com esse pequeno ,,,,.


Porque são duas coisas totalmente destintas, a minha mulher paga a sua factura e a minha filha não tem factura nenhuma a pagar pelo contrario tem a receber.
  
Dai não estar de acordo com esse castigo nem permitir a ninguém que venha dizer que a minha filha tem alguma coisa a ser-lhe apontado.

Refiro-me ao castigo de ter de acompanhar por quatro dias uma criança e de ter de almoçar com a mesma. Não esta aqui em causa o acompanhamento da criança, ou facto de ter de almoçar coma mesma quatro uma duzia de vezes, esta em causa o motivo implicito da injustiça e do motivo da obrigação.


Também tomei conhecimento de que circula pelas salas, que a minha filha teve um processo por escrito, como Pai quero e espero ter o direito de conhecer esse processo.

Relativo ao castigo apontado pelos senhores a criança esta com problemas psicologicos em aceitar, não querendo nomeadamente ir a escola, e afirmando que prefere fugir que cumprir com tal injustiça, por considerar injusto e aberante a atitude o julgamento feito pelos senhores, foi ela que sofreu na pele em duplicado as agressões primeiro ofendida na sua pessoa verbalmente de uma forma selvagem, depois agredida fisicamente de uma forma selvagem. Pergunto qual é o vosso senso de justiça de equidade de julgamento?


Como tal espero que haja o bom senso e a reavaliação deste assunto relacionado com a minha filha a vitima e não a agressora como muita gente quer fazer transparecer, e que eu ainda não consegui perceber o porquê, quando nunca fizemos mal a ninguém. Além disso parece-me que uma pessoa não pode ser julgada e castigada duas vezes pelo mesmo motivo, tendo a minha filha segundo parece levado ja uma repreenção verbal, de que não devia ter respondido ao agressor, mas sim ter feito queixa. Talvez tivesse sido o caminho a seguir, mas esse pequeno meliante tem ja o instinto de agressor, porque antes nos anos de uma colega de ambos, agrediu a minha filha com um pontapé, sem que a minha filha lhe tivesse dirigido a palavra, o mal foi realmente termos nessa altura deixado passar as coisas em branco.

Deixamos passar em branco para evitar criar problemas ao casal nosso conhecido cuja filha festejava o seu aniversario e numa festa de anos, preferimos fechar os olhos.

Com os meus respeitos cumprimentos, subscrevo-me, ficando a aguardar as vossas noticias.

Atenciosamente
José Ribeiro Lopes
  
enviada hoje à escola registada com aviso de recepção.   José Ribeiro Lopes

copyright (c) josé ribeiro lopes 21/10/2009 / Ourém / PORTUGAL / PAIS