Dai não estar de acordo com esse castigo nem permitir a ninguém que venha dizer que a minha filha tem alguma coisa a ser-lhe apontado.
Refiro-me ao castigo de ter de acompanhar por quatro dias uma criança e de ter de almoçar com a mesma. Não esta aqui em causa o acompanhamento da criança, ou facto de ter de almoçar coma mesma quatro uma duzia de vezes, esta em causa o motivo implicito da injustiça e do motivo da obrigação.
Também tomei conhecimento de que circula pelas salas, que a minha filha teve um processo por escrito, como Pai quero e espero ter o direito de conhecer esse processo.
Relativo ao castigo apontado pelos senhores a criança esta com problemas psicologicos em aceitar, não querendo nomeadamente ir a escola, e afirmando que prefere fugir que cumprir com tal injustiça, por considerar injusto e aberante a atitude o julgamento feito pelos senhores, foi ela que sofreu na pele em duplicado as agressões primeiro ofendida na sua pessoa verbalmente de uma forma selvagem, depois agredida fisicamente de uma forma selvagem. Pergunto qual é o vosso senso de justiça de equidade de julgamento?
Como tal espero que haja o bom senso e a reavaliação deste assunto relacionado com a minha filha a vitima e não a agressora como muita gente quer fazer transparecer, e que eu ainda não consegui perceber o porquê, quando nunca fizemos mal a ninguém. Além disso parece-me que uma pessoa não pode ser julgada e castigada duas vezes pelo mesmo motivo, tendo a minha filha segundo parece levado ja uma repreenção verbal, de que não devia ter respondido ao agressor, mas sim ter feito queixa. Talvez tivesse sido o caminho a seguir, mas esse pequeno meliante tem ja o instinto de agressor, porque antes nos anos de uma colega de ambos, agrediu a minha filha com um pontapé, sem que a minha filha lhe tivesse dirigido a palavra, o mal foi realmente termos nessa altura deixado passar as coisas em branco.
Deixamos passar em branco para evitar criar problemas ao casal nosso conhecido cuja filha festejava o seu aniversario e numa festa de anos, preferimos fechar os olhos.
Com os meus respeitos cumprimentos, subscrevo-me, ficando a aguardar as vossas noticias.
Atenciosamente
José Ribeiro Lopes